Pesquisadores questionam se a solidão reduz os benefícios do exercício

Fonte: oglobo.com

NOVA YORK – Pesquisadores da Universidade de Princeton conduziram uma série de experimentos para tentar repetir uma pesquisa antiga, na qual ocorria neurogênese (processo de formação de novos neurônios) nos cérebros de camundongos que corriam livremente nas rodas. Só que dessa vez, segundo reportagem publicada no New York Times, o cérebro dos camundongos não foi afetado pelo exercício.

Para descobrir a razão dessa diferença, os pesquisadores examinaram como os ratos eram abrigados e descobriram que os da primeira pesquisa viviam em grupos, enquanto os da segunda, em gaiolas individuais. O isolamento poderia então afetar de alguma forma os benefícios cerebrais decorrentes do exercício?

Para tentar provar a hipótese, os camundongos machos foram divididos em grupos de três e individuais. Depois de uma semana, metade dos ratos teve que correr nas rodas. Todos correram, mas só aqueles que dividiam a gaiola com outros tiveram uma rápida e forte neurogênese. Uma pesquisa recente da Universidade de Houston produziu resultados similares em fêmeas de camundongos.

– O exercício é uma forma de estresse – a médica Alexis Stranahan, professora assistente na Georgia Health Sciences University. Assim como o exercício, o isolamento social também é uma forma de estresse e induz a liberação de hormônios, cada um à sua maneira. Esses hormônios diminuem a neurogênese, exceto depois do exercício. – É possível que conexões sociais forneçam um relaxamento que favoreça a neurogênese.

Ninguém sabe se isso também acontece com humanos, pelo contrário: uma pesquisa realizada em dezembro correlacionou dados do estado cardiovascular com o estado civil de 8.871 adultos testados várias vezes ao longo dos anos na Cooper Clinic, em Dallas.

E descobriram que mulheres solteiras que permaneceram solteiras estavam em melhor forma que as que casaram. Já os homens que se divorciaram recuperaram a forma e os que casaram, ficaram menos em forma. Os fatores, segundo os especialistas, foram motivados pela estética.

Até agora o que todas as pesquisas mostram é que o exercício não é só uma questão física, mas social e emocional. Tudo isso pode influenciar a frequência da malhação e as consequências psicológicas.

 

 

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Alongar antes de correr não previne contusões

Fonte:veja.com

Pesquisa chega à conclusão que alongamento é perda de tempo. Mas quem já faz o exercício deve manter o hábito

Fazer alongamento antes de correr não previne nem causa contusões, segundo um estudo divulgado na reunião anual da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS).

O estudo foi feito com 2.729 pessoas que corriam 16 km ou mais por semana. Os corredores foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 1.366 se alongavam antes de correr e 1.363 não faziam qualquer tipo de alongamento. O primeiro grupo alongava as pernas entre três e cinco minutos logo antes da corrida.

“Nós descobrimos que o risco de contusão foi o mesmo para homens e mulheres, e não houve diferença entre faixas etárias e distância percorrida”, disse Daniel Pereles, autor do estudo e cirurgião ortopédico. Mas corredores mais velhos ou mais pesados e que haviam tido contusões nos últimos quatro meses ficaram mais suscetíveis a contusões.

Segundo o estudo, as pessoas mais propensas a sofrer contusões são as que têm um histórico de lesões crônicas ou tiveram alguma lesão recente; maior índice de massa corporal ou que costumavam alongar e passaram a não fazer o alongamento antes de correr.

As lesões mais comuns contatadas no estudo aconteceram na virilha, nos calcanhares e no joelho.

Saiba como a água pode ser sua aliada na perda de peso

Fonte: Zerohora.com
Água pode ajudar a aumentar massa muscular e traz sensação de saciedade

Além de cumprir uma extensa lista de funções vitais ao organismo, a água desempenha um papel fundamental na manutenção e perda de peso. Segundo a nutricionista da Vitta Exercício e Clínica de Saúde, Denise Pinto, quando combinada a bons hábitos alimentares, a água pode ajudar a aumentar massa muscular e traz sensação de saciedade, evitando que se coma demais.

De acordo com a especialista, aliada à alimentação saudável e à prática de exercício físico, a água consumida adere ao compartimento intracelular do músculo, resultando no aumento da massa muscular.

— Isso faz com que a nossa taxa metabólica basal (quantidade de calorias que o corpo utiliza em repouso para o funcionamento dos órgãos) aumente. Ou seja, vamos queimar mais calorias quando estivermos em repouso — explica Denise.

Segundo ela, confundir sede com fome é muito comum, e a maioria das pessoas opta por comer ao invés de beber um copo de água. Por isso, ela recomenda:

— Sempre que você sentir aquela fome de repente, beba água para ver se não é sede.

Esse hábito promove ainda uma maior sensação de saciedade. Ter uma garrafinha de água por perto, e beber com frequência evita que você busque um doce ou outro alimento calórico.

Preferir a água gelada também é uma forma de queimar calorias. Segundo a nutricionista, o organismo precisa trabalhar mais para que a temperatura corporal seja restabelecida.

— Entretanto, a queima é mínima, em torno de uma caloria por litro de água ingerida. Por isso, devemos tomar bastante água ao longo do dia — orienta Denise.

No entanto, conforme a especialista, existem alguns momentos em que a água pode mais atrapalhar do que ajudar. É o caso das refeições, quando o consumo deve ser moderado.

— Nas refeições, como o almoço e jantar, consumimos alimentos ricos em proteínas, fibras e carboidratos. Quando ingerimos muito líquido junto, o nosso estômago tende a aumentar. Esse aumento faz com que possamos comer cada vez mais, aumentando assim o peso.

PREJUÍZOS DA FALTA DE INGESTÃO DE ÁGUA

:: Dificulta a regulação da temperatura corporal

:: Reduz a lubrificação das articulações

:: Compromete o transporte de vitaminas e minerais para as células

:: Dificulta o trabalho dos rins que filtram as toxinas do nosso organismo

QUAL A QUANTIDADE DIÁRIA RECOMENDADA DE ÁGUA?

:: Recomenda-se que para cada 1000kcal devemos ingerir um litro de água. Ou seja, se tenho uma dieta de 2000kcal, devo então ingerir 2 litros de água/dia.

Hábitos ruins podem apressar envelhecimento em 12 anos, diz estudo

Fonte:estadão.com

Fração menos saudável de grupo estudado teve 29% de mortalidade, ante 8% da parte com bons hábitos

Associated Press

A combinação de quatro maus hábitos – fumar, beber em excesso, inatividade e dieta errada – pode acrescentar 12 anos à sua idade, indica uma nova pesquisa.

A descoberta vem de um estudo que acompanhou cerca de 5.000 britânicos adultos por 20 anos. Ao todo, 314 das pessoas estudadas combinavam todos os quatro maus hábitos. Entre elas, 91 morreram ao longo do estudo, ou 29%. Entre as 387 pessoas mais saudáveis, que não tinham nenhum dos quatro hábitos, 32 morreram, ou 8%.

Os comportamentos de risco foram: fumar tabaco; beber mais de três doses de álcool ao dia, para homens, ou de duas, para mulheres; fazer menos de duas horas de atividade física por semana; e comer frutas e legumes menos de três vezes por semana.

Combinados, esses hábitos aumentaram de modo substancial o risco de vida e fizeram os praticantes parecerem 12 anos mais velhos que as pessoas do grupo mais saudável, disse a principal autora do estudo, Elisabeth Kvaavik, da Universidade de Oslo.

O trabalho aparece na edição desta segunda-feira do periódico Archives of Internal Medicine.

O grupo Amis saudável inclui tanto pessoas que nunca fumaram quanto ex-fumantes; abstêmios e bebedores leves; pessoas que faziam pelo menos duas horas semanais de exercício; e os que comem frutas e legumes pelo menos três vezes por semana.

“Não é preciso ser radical” para estar na categoria saudável, disse a cientista. “Esses comportamentos se somam, então juntos são muito bons. Deveria ser possível para a maioria das pessoas mantê-los”.

Por exemplo, uma cenoura, uma maçã ou um copo de suco de laranja já bastariam para preencher o critério de consumo de frutas e legumes do estudo.

 

 

BENEFICIOS DA ATIVIDADE FISICA X ESTRESS

Fonte:http://www.meuartigo.com

O estresse não tem uma fonte especifica, podendo ser de natureza fisiológica ou psicológica. As fontes fisiológicas do estress podem ser atividades, como natação, musculação dentre outras. Como estressores psicológicos podem ser citados as mudanças eventuais que ocorrem na vida, como por exemplo, novo emprego, mudança de cidade, doença na família, falecimento de um ente querido e outros.

Desta maneira Nahas (2006), coloca que o estresse é um aspecto natural da própria vida, pois a cada dia o ser humano enfrenta situações que exigem decisões, responsabilidades e obrigações que não se pode simplesmente ignorar.

Uma vez submetidos a estes fatores, o corpo luta contra ou, para se defender das situações ameaçadora, emitindo uma resposta ataque-defesa, caracterizada com alterações fisiológicas, como: aumento da freqüência cardíaca e respiratória, da temperatura corporal, no fluxo sanguíneo para os músculos, aumento da sudorese, a utilização de oxigênio e tensão muscular.

O estresse também trás efeitos psicológicos ao organismo, como por exemplo, ansiedade, depressão, concentração diminuída, irritabilidade, memória fraca, raiva, produtividade diminuída, falta de comunicação e outros.

A avaliação do estress torna-se uma ferramenta bastante útil para uma possível detecção precoce de algumas patologias e para um alerta às pessoas que assim forem diagnosticas.

De acordo com pesquisas científicas a atividade física é considerada como uma das principais formas de controle e combate do estress. As pesquisas indicam que o exercício físico aeróbico (corrida, caminhada e natação….), mantidos sem interrupção por 30 minutos, é capaz de levar nosso corpo a produzir uma substancia chamada beta-endorfina, que dá uma sensação de conforto, prazer, alegria e bem – estar. O exercício físico também combate dois problemas bastante atuais da área da saúde mental: a depressão e a ansiedade.

Cada vez mais o exercício fisco vem sendo destacado como uma maneira de prevenir e tratar o estresse de modo que muitos estudos evidenciaram esta relação.

Um estudo desenvolvido por Thorsen et al (2005) analisou a associação de atividade física com a prevalência de depressão, ansiedade e outras desordens mentais. Os autores identificaram que dos 20.207 homens investigados, 14 % foram considerados ativos, sendo que estes tiveram menos eventos de depressão e ansiedade em comparação aos inativos.

Pode – se perceber que o exercício físico pode trazer benefícios semelhantes aos provocados pelos fármacos para o tratamento da depressão, ou de outros transtornos mentais.

Em outra pesquisa somente com homens, verificando a influencia da atividade física no lazer e no trabalho, no combate ao estress e fatores associados (Willes et al, 2007), encontrou-se que aqueles homens que foram mais ativos no trabalho apresentaram menos reduções em problemas oriundos do estress do que aqueles ativos no lazer. Ao que parece, atividades físicas no lazer têm um combate ou uma ação mais precisa no bem – estar das pessoas.

Nahas (2006) comenta em base nas evidencias que, as atividades físicas leves ou moderadas, podem representar uma forma de promover um maior relaxamento corporal. Uma simples caminhada de 15 minutos que eleve a freqüência cardíaca a 100 ou 120 batimentos por minuto, funciona como tranqüilizante natural ao organismo.

Tendo em vista os benefícios que a atividade física provoca ao organismo no combate ou no tratamento de estresse, muitos pesquisadores se perguntam por que do exercício físico auxiliar neste combate. Heyward (2004), cita 4 possíveis respostas: 1 – O exercício é uma diversão que capacita a pessoa a relaxar devido à mudança no ambiente ou na rotina, 2 – O exercício serve com descarga para dissipar emoções com raiva, medo e frustração; 3 – O exercício eleva nossa auto-estima e aumenta a confiança em nossa capacidade de lidar com situações que produzem estresse; 4 – O exercício produz mudanças bioquímicas que alteram o estado psicológico.

Mulheres precisam de temperatura corporal maior que homens para transpirar

Fonte: folha.com

As mulheres têm que se exercitar mais do que os homens para começar a transpirar, enquanto os homens suam com mais facilidade durante o exercício, indica uma nova pesquisa publicada na revista “Experimental Physiology”. A informação foi publicada no site de notícias científicas “Science Daily”.

O estudo realizado por cientistas japoneses da Osaka International University e da Universidade de Kope analisou as diferenças da reação do suor entre homens e mulheres, além da mudança na intensidade do exercício.

Os pesquisadores pediram a quatro grupos –homens e mulheres que praticam e que não praticam exercícios– que se exercitassem continuamente por uma hora em um ambiente climatizado com intervalos de intensidade crescente.

Os resultados mostraram que os homens são mais eficientes na transpiração. Embora o treinamento físico melhore esta ação em ambos os sexos, o grau de melhoria é maior entre eles. A diferença se torna ainda mais acentuada de acordo com o nível de aumento da intensidade do exercício.

As mulheres sedentárias tiveram a pior resposta entre todos os grupos, pois exigiram uma temperatura maior que os demais –ou intensidade de exercício– para começar a suar. Em outras palavras, as mulheres precisam de uma temperatura corporal maior do que a dos homens para transpirar.

Segundo o coordenador do estudo, Yoshimitsu Inoue, “parece que as mulheres estão em desvantagem quando precisam suar durante um exercício, especialmente em ambientes quentes”.

Os resultados têm implicações para o exercício e a tolerância ao calor, além de lançar um novo olhar sobre como os sexos lidam com extremos de temperatura.

Inoue acredita que pode haver uma razão evolutiva. “As mulheres geralmente têm menos fluido corporal e podem se desidratar com mais facilidade”, explica. “Portanto, a menor perda de suor nas mulheres pode ser uma estratégia de adaptação que atribui grande importância para a sobrevivência em um ambiente quente, enquanto a maior taxa de suor em homens pode ser uma estratégia para maior eficiência de ação e trabalho.”

 

Ácido linoléico conjugado só reduz peso se acompanhado de exercício

Acido Linoleico
Fonte:Diário da Saúde

Ácido linoléico conjugado

Um estudo feito por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP) analisou a eficácia do ácido linoléico conjugado (CLA, na sigla em inglês), utilizado como suplemento alimentar em humanos devido ao seu efeito no emagrecimento e aumento de massa magra (músculo).

A pesquisa avaliou o efeito da suplementação com o CLA sobre a composição corporal, especialmente no acúmulo de tecido adiposo e de massa muscular, e sobre parâmetros sanguíneos em ratos. O trabalho foi coordenado pela professora Jocelem Mastrodi Salgado.

“Embora a maior parte dos estudos com humanos realizados no mundo sobre o tema, ainda não seja conclusiva, podemos constatar que tem aumentado o consumo do CLA por atletas que buscam elevar a massa magra muscular, muitas vezes sem se preocupar com possíveis efeitos indesejáveis no organismo”, disse à Agência FAPESP.

“Devido ao escasso conhecimento científico que aponte os efeitos do CLA na conversão de tecido gorduroso em massa muscular, atletas têm feito uso do produto sem saber se as doses ingeridas causam riscos à saúde”, apontou Jocelem.

Esportistas e sedentários

No Departamento de Agroindústria, Alimento e Nutrição da Esalq foram avaliados os efeitos de uma dieta contendo 0,5% de ácido linoléico conjugado em 64 ratos, sendo 32 fêmeas e 32 machos, divididos em grupos com atividades físicas e sedentários.

Foram analisadas variáveis como eficiência alimentar, ganho de peso, teor de gorduras, composição corpórea e biomarcadores sanguíneos como colesterol e triglicerídeos. Também foram feitos exames bioquímicos das fezes dos animais e a pesagem de órgãos como pulmão, coração e fígado.

A análise comparou ainda as diferenças e possíveis interações entre “sexo”, “dieta” e “situação”, sendo esta última condição empregada para distinguir os animais sedentários dos que praticaram exercício. Os ratos “atletas” foram submetidos a 40 minutos diários de atividade física em uma roda de exercícios automática, com velocidades de 10 a 15 metros por segundo.

Só acompanhado de exercícios

“A suplementação de 0,5% de ácido linoléico conjugado auxiliou na diminuição de gordura corporal e apresentou aumento da massa magra apenas nas fêmeas submetidas às atividades físicas”, explicou Jocelem.

A porcentagem de 0,5% de CLA utilizada na dieta dos animais foi determinada com base na literatura científica disponível, uma vez que diversos autores obtiveram resultados satisfatórios em seus experimentos com a mesma quantidade de acido linoléico conjugado

Segundo a pesquisa, a realização de atividade física entre os grupos de ratos suplementados com CLA foi responsável por uma redução de 15% na comparação com os grupos sedentários.

“Diferentemente do que é divulgado em propagandas de suplementos, o estudo mostra que a utilização do ácido linoléico conjugado pelos sedentários não contribui para a transformação de gordura em músculo. Isso ocorreu só nos grupos de animais que utilizaram o CLA e praticaram exercícios, principalmente as fêmeas”, explica Jocelem.

Os resultados demonstraram ainda que todos os animais que receberam dieta controle (comum) apresentaram níveis semelhantes de gordura visceral, tanto os que se exercitaram como os demais. Com relação aos alimentados com dieta contendo 0,5% de CLA, os primeiros tiveram um teor de gordura 28% menor do que os sedentários.

Maior efeito nas fêmeas

“Um dos motivos do uso de CLA ter sido mais significativo em fêmeas é que elas têm mais tecido gorduroso para ser transformado em tecido muscular, além de que nas fêmeas houve uma maior redução da lipogênese, a formação de novas células de gordura”, disse a professora da Esalq.

Os resultados apontam ainda que, entre os ratos de ambos os sexos, a suplementação com ácido linoléico conjugado influiu beneficamente nos teores de colesterol plasmático e matéria seca e mineral da carcaça dos animais.

“Os machos sedentários suplementados com CLA também apresentam maiores quantidades de gordura na carcaça, enquanto os animais atletas suplementados com CLA apresentam menores teores de gordura visceral”, disse.

Os resultados do trabalho de pesquisa, intitulado “Efeito da suplementação com ácido linoléico conjugado (CLA) comercial sobre a composição corporal, parâmetros sanguíneos e formação de ateromas em ratos” devem ser submetidos para publicação em revistas como o The Journal of Nutrition e o Journal of Medicinal Food.